Limites
A questão dos limites passa por todos os nossos conceitos de valores e juízos morais. Por isso, devemos ter em mente que limites são regras ou normas de conduta que são perfeitamente compreensíveis às crianças, por mais novas que elas sejam. Eles mostram o que as crianças podem ou não podem, o que devem ou não devem fazer em cada situação de suas vidas; como viver respeitando o próximo, sendo aceito e construindo laços afetivos.
Os limites devem fazer parte da educação, pois a vida em sociedade exige que se mantenha e respeite a existência de regras. Quando um limite não é respeitado, é muito importante que exista para ele uma "punição". Esta punição deve ter relação direta com a infração cometida. Por exemplo: uma criança bagunça a casa toda enquanto a mãe recebe uma visita; como castigo, a mãe a deixa sem jantar. Ficar sem comer não tem nada a ver com o mal comportamento na frente de pessoas de fora.
Na verdade, a punição deve fazer com que a criança pense sobre como foi inadequado o seu comportamento. Algo como: "a próxima vez que sua avó vier aqui, você ficará em seu quarto sem poder sair, até você aprender a se comportar". Assim, a mãe estará ajudando a criança a identificar o que fez de errado, e oferecendo a ela alternativas para mudar o seu comportamento, nestas situações. Mesmo porquê, ficar sem comer, é punição para o corpo e não para o ato.
Este é um outro ponto para o qual devemos atentar. As punições físicas não são educativas porque não têm relação direta com o ato.
É fundamental que se entenda isto: bater, dar uma palmada, uma chinelada, não fará com que a criança reflita sobre o seu ato, apenas a domesticará, fará com que ela sinta medo e, através do medo, não estaremos educando, e sim submetendo a criança à nossa autoridade. A isso chamamos de autoritarismo: "Manda quem pode, obedece quem tem juízo". O respeito vem, não pela admiração ou reciprocidade, mas, pela lei do mais forte. Aí, quando esta criança crescer e se sentir "igual" à figura de autoridade, ela terá forças para lutar, brigar, ir contra e até mesmo revidar. E, aí, vocês já conhecem o resto da história. Começam a aparecer os "rebeldes", "revoltados", "agressivos" - e por aí vai.
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